Andador para criança nunca mais!!!

O nome deste post já causa arrepio pelo nome, a história ainda me faz tremer bastante quando lembro e quero compartilhar, pois isso pode ajudar muitos pais a não cometerem o mesmo erro que cometemos.

Era carnaval do ano de 2012 e fomos viajar para o sítio de meus tios, o tempo por lá estava muito bacana, com bastante sol e podíamos aproveitar bem o dia na piscina, o tempo com a família e amigos e claro, descansar um pouco do ritmo alucinante do trabalho em São Paulo.

Em uma manhã, minha esposa Ana acordou com o nosso pequeno Gabriel, então com cerca de 8 meses de idade, enquanto eu resolvi dormir uns minutinhos a mais. Esperei ela tomar banho e dar banho no Gabriel e me levantei assim que eles saíram para tomar café. Assim que saí do banho, ouvi a Ana falando alto e meio desesperada e quando saí no corredor para ver o que estava acontecendo, a vi segurando o pequeno Gabriel totalmente pálido e totalmente mole, como se estivesse prestes a desmaiar. Fiquei bastante aflito e queria entender o que havia acontecido, enquanto ela soprava o rostinho dele e o chamava na tentativa de não deixa-lo adormecer. Em meio ao turbulento momento ela disse que ele havia caído com o andador, mas que ele estava prestes a desmaiar de susto e por isso estava dando leves sopros em seu rosto.

Em um momento como esse, é bastante difícil manter a calma e eu estava completamente aflito com a situação.

Quando o Gabriel estava melhor e as coisas um pouco mais calmas, questionei o que havia ocorrido. A Ana contou que o nosso pequeno estava no andador e quando ela se descuidou um pouco, ele foi em direção a uma pequena escada de três degraus que dá na lareira da sala. Ela correu para tentar pegar ele, mas não conseguiu e ele acabou caindo com o andador nesses três degraus, mas disse que ele não tinha batido a cabeça e que era apenas o susto. E como o Gabriel é bem cabeludo não conseguimos identificar nada na cabeça dele, aparentemente ele estava completamente normal e recuperado, tanto que estava brincando comigo na cama e mexendo no meu celular tirando fotos.

Fomos para a cozinha tomar café e continuamos a aproveitar o maravilhoso dia. Brincamos bastante, entramos na piscina com o Gabriel e o Gustavo até entardecer.

Quase ao anoitecer, resolvi dar um banho no Gabriel, para que ele pudesse dormir mais fresquinho e quando fui lavar a cabeça dele, senti um pequeno “galinho” do lado esquerdo, próximo a têmpora. Não tive a menor dúvida do que fazer, voltar para São Paulo e ir a um hospital. Nos arrumamos rapidamente, pedi ao meu irmão e meu pai que olhassem e cuidassem do Guilherme e do Gustavo e voei para o Hospital São Camilo da Pompéia. Nesse dia eu confesso que infringi quase todas as leis pertinentes a limites de velocidade, mas prefiro tomar multas a perder um filho.

Apesar dele estar estável, a situação era preocupante. Enquanto dirigia eu pensava em como tudo tinha ocorrido, que ele havia caído com o andador da escada, batido a cabeça e por esse motivo ele quase desfaleceu. Relembrei que ele havia sentido muita sonolência, mas que conseguimos segurar ele acordado por um tempo, mas que ele não havia apresentado sinais comuns em traumatismos como vômito ou sangramentos. Como ele não falava direito, era difícil saber se estava com a fala comprometida ou mesmo saber se estava sentindo muita dor.

Ao chegar no hospital, levamos uma baita bronca do médico que prontamente solicitou uma ressonância magnética para saber a gravidade da lesão. Fiquei com ele na máquina o tempo todo, segurando para que se movesse pouco, enquanto o acalmava falando e contando historinhas.

Retornamos ao consultório o médico mostrou o traumatismo crânio encefálico e disse que era grave, mas seria muito mais grave se ele fosse um adulto e explicou que os ossos dos bebês são mais moles e isso ajudou a amortecer o impacto na cabeça do Gabriel. Como qualquer pai, comecei a passar mal, pensando que isso poderia implicar em algo no futuro, em sua formação e uma dezena de outros pensamentos. Ele foi encaminhado para a UTI para observação e como resultado fiz do sofá do hospital a minha cama, enquanto a Ana ficou com ele na observação a noite toda.

Gabriel na UTI

A noite foi mais longa do que qualquer outra, ele dormiu bem na observação e no dia seguinte acordou como se nada tivesse acontecido no quartinho.

Gabriel no quarto

Foi um susto e tanto, mas aprendemos uma valiosa lição, ANDADOR NUNCA MAIS! Hoje preferimos deixar que a criança evolua no seu próprio tempo, tanto que o nosso pequeno Gabriel só andou depois com 1 ano e 1 mês.

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